Nas novelas mexicanas, não é somente a forte carga dramática que faz esses folhetins serem grandes sucessos. As vilãs, são as que agitam e aprontam todas nas tramas latinas, que diferente das brasileiras, são mais cruéis e impiedosas. Nesta lista abaixo você confere as 5 maiores vilãs mexicanas, sendo elas de todo tipo: falsa, assassina, fina e até mesmo loucas. Leia e divirta-se com esta matéria:
Em 5º lugar: “Angélica Santibañez” (Marimar/1994)
Esposa de Renato, um homem fraco e dominado pela esposa, a malvada adorava implicar com Marimar, a pobre caiçara que antes de se casar com Sérgio, seu enteado, morava numa pobre vila de pescadores. Angélica fez de tudo para infernizar a vida de Marimar, a pobre jovem injustiçada, que cai atrás das grades após uma armação da própria Angélica, que a fez tirar com os dentes, uma pulseira valiosa da lama. Sua vida muda, quando Marimar, volta após fugir e ir embora da cidade de San Martin da Costa, totalmente fina e educada, e agora com sede de vingança, contra todos aqueles que lhe fizeram mal, sendo Angélica uma delas. Marimar ou melhor Bella Aldama, em uma cena épica das novelas mexicanas, faz Angélica tirar alguns documentos da lama, assim como a própria tinha feito com a jovem, quando esta ainda era uma moça indefesa do campo. A vilã após dar a luz a um menino, e sofrer uns maus bocados, morre queimada, após um grave acidente de carro, sendo torrada como um espetinho. Angélica jura vingança contra Marimar, antes de morrer.
Em 4º lugar: “Malvina del Olmo” (Maria Mercedes/1992)
Mãe do jovem rapaz Jorge Luís, a peste, fez o que fez para colocar as mãos na fortuna do sobrinho, Santiago. O defunto era infernizado pela “titia” enquanto era vivo, mas também não deixou barato, e se vingou dela, mesmo depois de morto. Casou-se em segredo com uma vendedora de bilhetes chamada Maria Mercedes, e a deixou como sua principal herdeira para que a fortuna não caísse nas mãos da maldosa “titia” e dos seus queridos filhinhos, Jorge e Digna. Raivosa, a vilã ao decorrer da trama, fez de tudo mais um pouco para tirar a “bilheteira” da mansão da família, mas tudo foi em vão, Mercedes, era forte, e batia de frente com a coroa malvadinha, que não cansa de infernizá-la. Seu ódio aumenta ainda mais, quando Mercedes se casa com seu filho, Jorge Luís, e a partir disso, tenta de todas formas, convencer seu filho, que a moça está louca, chegando ao ponto de interná-la numa clínica para loucos. Termina a trama do mesmo jeito que gostaria que Mercedes, terminasse: louca, sendo internada num hospício.
Em 3º lugar: “Paola Bracho” (A Usurpadora/La Usurpadora/1998)
Sarcástica, debochada e muito malvada, Paola Bracho, como costumava a se identificar, pintou e bordou em ‘A Usurpadora’, tendo como marca, uma risada inesquecível. De tudo o que a malvada aprontou, nós teríamos uma lista enorme, mas sempre é bom ditar algumas delas, como ter colocado a sua irmã gêmea como uma substituta em sua casa durante um período de um ano para se divertir com seus amantes, ter colocado quinhentos chifres no corno do Carlos Daniel, seu marido, e ter se fingido de paralitica, só para ter todos os olhos a ela, e conquistar novamente o marido, que a esta altura já tinha descoberto tudo o que a irmã má tinha feito na vida. Em todo o tempo, tentou prejudicar a sua irmã, Paulina Martins, que chegou até mesmo ser presa pelas armações da irmã. Seu fim é trágico: sofre acidente um acidente de carro, que ao lado de sua enfermeira, morre. Antes de falecer, Paola, pede perdão a Paulina e Carlos Daniel, por todo mal que ela os fizeram passar.
Em 2º lugar: “Catalina Creel” (Ambição/Cuna de Lobos/1987)
Levando o título de “mãe das vilãs mexicanas”, Catalina Creel, é uma vilã memorável e sem dúvidas muito cruel, o tanto que ela fez de maldades, foi o máximo de que uma vilã consegue fazer, matou, roubou, enganou. Um monstro, que infernizava a vida do seu enteado José Carlos Larios, o culpando de tê-la cegado um olho. Além da sua marca registrada de maldade pura, sua fama mundial se dá ao fato, dela usar na novela inteira, um tampão que levava no olho, com a mesma cor da roupa em que usava, virando um marco na teledramaturgia. No último capítulo, a velha má, se suicida após saber que matou o próprio filho, quando sabota o jatinho em que José Carlos desembarcaria para uma viagem, só que no seu lugar, foi Alexandre, seu filho, ao lado de sua esposa, em trabalho de parto, que estavam na aeronave. Inconformada, Catalina se suicida, do mesmo modo que matou seu marido: aplicando um veneno em seu suco. A morte da malvada, choca todos, num final surpreendente.
Em 1º lugar: “Soraya Montenegro” (Maria do Bairro/María la del Barrio/1995)
Assassina, louca, cruel e pedófila, Soraya, merece esta primeira posição, pois foi tão má, mas tão má, que chegou a ser amada do que odiada pelo público, o principal combustível para o fenômeno da trama, Soraya Montenegro, fez da vida de Maria do Bairro, a “marginal”, um inferno interminável, seu ódio pela catadora, foi sendo maior a cada capítulo, por pura inveja, dela ter se casado com o “homem de sua vida”, Luís Fernando de la Vega, seu primo, e herdeiro de uma grande fortuna. Ambiciosa, nos primeiros capítulos, a vilãzona teve a ajuda de sua “titia” Vitória, para conseguir fisgar o marmanjo, Luís Fernando, mas sempre fracassava. Conseguiu até se casar com o jovem mimado, mas não durou muito tempo, quando esta descobre toda a sua verdadeira origem, e cair de uma grande altura de um prédio, sendo dada como morta. Mas você realmente pensa que ela morreu? Com certeza, já ouviu falar aquele ditado que diz: “Vaso ruim não quebra”, pois é, isso se encaixa perfeitamente bem em Soraya, que foi rejeitada no inferno até mesmo pelo diabo. E após 17 anos, se fingindo de morta, e deixando “livre” o caminho para os, hoje, casados, Maria e Luís Fernando, ela volta mais cruel do que nunca, e sedenta de vingança contra Maria, por qual ainda sente um ódio infernal. Para atingir a ex-catadora, ela usa até mesmo o próprio filho da marginal, Nandinho. Mas sua volta aqui na Terra, não dura muito tempo, pois no último capítulo, quando já está totalmente louca e descontrolada, o demônio sequestra Maria, que está desmemoriada após quase morrer carbonizada num presídio por ter se culpado pela morte de Calixta, a mãe de Soraya, que a própria matou, para defender seu filho. Desequilibrada, Soraya, tortura Maria numa cabana, espalhando álcool por toda a casa. Faz Maria bater com a cabeça e lembrar de tudo o que viveu. Achando-se estar vitoriosa, Soraya a ameaça de morte, enquanto a catadora, tenta de todas formas controlar e acalmar a vilã. Eis que chega no local, Luís Fernando ao lado da polícia, para salvar sua mulher. Mas já é tarde, assim que chega na cabana, Soraya taca fogo no casebre, e fica presa entre as chamas. Por sorte, Luís Fernando salva Maria da morte, mas deixa o demônio agonizando e sendo torrada até não ter mais fôlego para gritar.
Com isso, chega ao fim a nossa lista das 5 maiores vilãs mexicanas.
Escrito por Adailton Junior.
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